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Causas e Diagnóstico do Distúrbio de Pesadelos

Tópicos

Sonho muito, tenho muitos pesadelos

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Estas queixas podem indicar que o paciente está a ser perturbado por algum fator que, se identificado, pode ser tratado.

Como sempre, o paciente deverá ser avaliado no seu todo, não tentando unicamente tratar o sintoma.

Os sonhos são pseudo-vivências que ocorrem com a pessoa a dormir e bem aceites pela maioria.

Os pesadelos são sonhos perturbadores, frequentemente relacionados com medo e que muitas vezes causam despertar.

O distúrbio de pesadelos é uma parassónia que consiste na ocorrência frequente de pesadelos muito perturbadores, com marcada influência negativa no dia a dia.

Frequência

São mais frequentes e intensos nas crianças (cerca 49% entre os 3 e 6 anos, começam a diminuir a partir dos 10-13 anos).

Nos adultos, muito frequentes na gravidez.

Causas

Na maioria das situações em que é comprovada a parassónia distúrbio de pesadelos, pode haver uma propensão genética com história familiar de pesadelos, fatores familiares (separação de pais, mau estar familiar, violência doméstica) fatores profissionais ou escolares.

Há uma comprovada associação com deficiência intelectual, patologia neurológica, psicopatias e stress pós-traumático, mas podem também ocorrer de forma isolada.

Alguns medicamentos podem induzir pesadelos. Antidepressivos tricíclicos, inibidores da serotonina, quando retirados abruptamente, levam ao chamado efeito rebound no sono REM, podendo contribuir para o surgimento ou aumento dos pesadelos.

Exames complementares

A polissonografia nível 1 poderá estar indicada para diagnóstico diferencial com outras patologias do sono.

Usualmente não indicados exames de imagem.

Tratamentos

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A indicação para tratar os pesadelos só deve ser considerada se os mesmos ocorrerem com frequência e duração que cause problemas de fragmentação de sono, insónia no início do sono, hipersonolência diurna e/ou ansiedade.

Como sempre, uma boa avaliação do paciente é absolutamente indispensável. O questionar sobre o estado pessoal, familiar, profissional e social é muitas vezes a chave da solução.

Os tratamentos devem dar prioridade a técnicas e atitudes em que a pessoa recupere um sono sem consequências negativas. Os medicamentos serão a última atitude a tomar.

Está sempre indicada uma boa higiene do sono.

Outros tratamentos não farmacológicos incluem técnicas de banalização dos pesadelos (falar sobre o que ocorreu, repetir a história, explicar, se for o caso, porque ocorre o pesadelo), hipnose, relaxamento, yoga, TCC (Terapia Cognitivo Comportamental) e Terapia de Ensaio com Imagens (IRT).

Tratamento farmacológico pode ser necessário em alguns casos; alguns medicamentos, como o clonazepam e venlafaxina estão contraindicados no distúrbio de pesadelos.

Qual a diferença entre pesadelos e terrores noturnos?

Pesadelos e terrores noturnos, sendo usualmente considerados como semelhantes, são na verdade muito diferentes, sendo considerados patologias do sono quando se tornam assíduos e causam perturbação diurna.

Pesadelos

Os pesadelos ocorrem mais na segunda metade do sono e mais na fase REM, envolvendo usualmente cenas de mais agressividade, stress, tristeza e medos. Pode ocorrer fala ou sons durante o pesadelo, mas não há movimentos na maioria dos casos. A pessoa acorda bem orientada, usualmente com ansiedade e na maioria dos casos lembra-se do pesadelo.

Terrores Noturnos

Os terrores noturnos, pelo contrário, ocorrem usualmente na fase mais profunda do sono NREM (não REM). São mais frequentes na criança, que durante o episódio parece estar em pânico, mas não acorda espontaneamente e quando acorda não se lembra de nada. Na maioria dos casos não indicam patologias graves.

Conclusão

Os pesadelos são frequentes, mas quando se tornam um distúrbio do sono, a pessoa deve ser avaliada por um especialista em sono, que poderá chegar a um correto diagnóstico e propor o tratamento mais indicado, prevenindo consequências negativas, mais ou menos graves.

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